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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Educação e Juventude - Síntese e Referências

Sessão Temática – Educação e Juventude

Referências

Propositadamente este documento não foi elaborado imediatamente a seguir à iniciativa, no sentido de não interferir nas reflexões e discussões que sempre se seguem.
Decorridas três semanas considerou a Comissão Coordenadora ser tempo suficiente para dar a conhecer a síntese que realizou.
A Sessão Temática – Educação e Juventude do “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses” realizou-se a 16 de Maio, na Sociedade Artística Tramagalense.
Os momentos culturais, inicial e final, estiveram a cargo de um grupo de jovens tramagalenses, sem actividade regular, os “DYSIS”, que actuaram com muito agrado e que mereceram o aplauso do público presente, em especial o jovem.
Que esta actuação seja um estímulo para os DYSIS e para todos os jovens tramagalenses no sentido da criação e actividade artística, designadamente a musical.
Intervieram a Vereadora da Câmara Municipal de Abrantes, Isilda Jana, a Directora do Agrupamento Escolar de Tramagal, Isabel Rebeca Alves, o Presidente da Direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Escolar de Tramagal, Rui Antunes, o Presidente da Direcção da Associação de Estudantes da Escola 2,3/S Octávio Duarte Ferreira, Rui Horta, o Presidente da Direcção da CISTUS, Adriano Andrade e os cidadãos, Jorge Rafael, Ana Paredes Mendes e Bruno Neto.

A Comissão Coordenadora havia elaborado em documento – Interrogações – com o propósito de suscitar um conjunto de questões acerca das quais, as respostas dos intervenientes pudessem formatar a reflexão e discussão dos temas.
Pensamos poder afirmar, tendo por base as diversas intervenções realizadas, haver um consenso estabelecido quanto à oportunidade e necessidade de:

. Intensificar as relações entre os intervenientes, Escola, Jovens, Associações e Autarquia;
. As questões subjacentes às interrogações podem ser resolvidas e concretizadas. Dependendo da vontade dos interessados, a comunidade e juventude tramagalense, de planeamento e liderança;
. A existência de recursos materiais pode não ser problema à concretização de projectos, reconhecido o mérito dos mesmos e a capacidade em os concretizar;
. “Pais, professores e comunidade em geral devem colaborar juntos na construção de uma escola que se quer mais humana e cívica, onde os ideais da democracia e o respeito pelo outro não sejam palavras vãs. Por vezes é muito fácil criticar, mas tentar…ajudar a melhorar, já é mais difícil!....”;
. Promover a integração dos jovens em actividades da freguesia, como resultado da confiança nas suas aptidões;
. Necessidade de desenvolver condições para manter os jovens residentes e a possibilidade de construir o seu futuro no Tramagal, com mais opções de trabalho para os jovens, para que não seja necessário ir procurar fora o que podíamos ter cá dentro. É preciso tornar o Tramagal numa zona atractiva para todos, é preciso investir no Tramagal;
. Apelo à participação dos jovens em actividades sociais, como esta, e à participação no associativismo;
. O futuro pertence aos que acreditam na beleza dos sonhos. Os nossos jovens acreditam e cabe-nos a nós, Sociedade, Escola e Comunidade, proporcionar-lhes oportunidades de chegarem mais além. Mais juntos, mais próximos, vamos conseguir;
. “No Tramagal temos uma vontade e uma alma enormes”;
. “É tempo de agir, de educar, comunicar e sobretudo de partilhar e consciencializar dos jovens!” ;
. “È a vontade que move os jovens. È a irreverência que os torna os mais odiados e ao mesmo tempo os mais adorados na comunidade. É a visão de que o contexto é mau e que se pode mudar, dando a volta por cima. É o não ter medo de arriscar, é o estar no presente, com um pé no futuro e com uma aprendizagem do passado”;
. “Na base vital da nossa existência, está a educação, estão os ensinamentos que nos são transmitidos pela genética familiar e comunitária.”. “Tramagal enquanto conceito comunitário, cruza história, estórias, personagens e sonhos.”. Importância das dinâmicas sociais, culturais e económicas do Tramagal, da criatividade de um povo que se educou no trabalho, na seriedade e nas sinergias comunitárias;
. Os jovens são o presente, são líderes de opinião, são os construtores e criativos dos sonhos mais além;
. “O desenvolvimento sustentável passa por aqui, passa pelo envolvimento de cada uma e cada um de nós, passa pelo entendimento de todos os actores sociais para a construção de uma vitalidade fundamental, para que Tramagal se possa ir recriando e valorizando, como terra, como povo, como sonho.
Para a nossa terra temos as sementes e o conhecimento local nas nossas mãos, temos a comunidade como os elementos naturais vitais, temos a fertilidade em toda a nossa vontade, e o adubo é toda a nossa utopia de querermos um Tramagal melhor.
Apenas juntos poderemos tornar os sonhos realidade.”

Um conjunto de lacunas e necessidades foi referenciado, podendo não haver unanimidade ou consenso geral quanto à sua pertinência:

. Um local com acesso à Internet para todas pessoas;
. Um cinema e consequente exibição;
. Espaço desportivo permanentemente aberto e disponível;
. Pista de Atletismo, em condições de prática desportiva;
. Parque ambiental;
. Mais modalidades desportivas e aproveitamento dos campos de ténis;
. Escola de Música;
. Biblioteca, em condições;

Em suma, apesar de algumas referências a um conjunto de equipamentos, infra-estruturas e actividades inexistentes, houve o reconhecimento que importa estar mais próximo, intensificar relações entre os envolvidos, proporcionar sinergias, como forma de estarmos mais fortes, maximizando a utilização dos meios disponíveis, e que os recursos poderão ser mobilizados para projectos com mérito e susceptíveis de desenvolvimento.
A participação dos Jovens na Sociedade e no Associativismo, da Escola na Comunidade, dos Pais e Encarregados de Educação na Escola, da Autarquia com todos estes actores da Comunidade é o caminho.
O caminho faz-se caminhando e todos demos passos no caminho de sermos Mais Fortes e estarmos Mais Próximos.
A próxima iniciativa do “Fórum para a Cidadania Tramagalense”, para a qual convidamos todos os cidadãos da freguesia, bem como, os intervenientes nos temas a abordar, será uma “Sessão Temática” sobre o – Associativismo, Cultura e Desporto – a realizar no dia 20 de Junho, pelas 15 horas, na Sociedade União Crucifixense.

A COMISSÃO COORDENADORA

Tramagal, 9 de Junho de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Poderá ouvir ou "descarregar" para ouvir posteriormente no computador ou mp3 as intervenções da Sessão Temática -Educação e Juventude - do "Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses".

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Intervenção da Directora do Agrupamento Escolar de Tramagal - Isabel Rebeca Alves

Boa Tarde!
Sou Isabel Rebeca Alves, presidente do Agrupamento Escolar de Tramagal. Mas, acima de tudo sou professora e é como docente que tenho orgulho de me identificar.
Apesar de viver numa aldeia vizinha, só há dez anos, quando vim leccionar para o Tramagal, comecei a conhecer e a conviver de perto com esta Comunidade e depressa me identifiquei com ela.
Aceitei participar nestas conversas com o propósito de divulgar o que o Agrupamento faz pelas nossas crianças e jovens ao mesmo tempo que procuramos estar mais fortes e mais próximos da Sociedade que nos rodeia.
Afinal, qual a missão da Escola? Como podemos preparar o futuro, dando garantias de sucesso?
O Agrupamento Escolar de Tramagal fundamenta a sua acção na formação integral de todos os membros da comunidade educativa tornando-os intervenientes activos, participativos e críticos, promotores da inovação e mudança.
A Escola como conceito amplo de comunidade educativa é um espaço onde alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, colaboram e intervêm, dando lugar a renovadas práticas promotoras de sucesso educativo nas vertentes da educação e formação; é o pólo dinamizador de crescimento económico e de desenvolvimento local, visando a melhoria das condições de vida da população e contribuindo para a superação das desigualdades e da discriminação social. Como tal, a Escola esforça-se por propiciar a realização pessoal de todos os seus elementos.
Com a globalização e o desenvolvimento das novas tecnologias de informação e com a relevância que os “media” vêm assumindo, surge o conceito de sociedade educativa na qual tudo pode ser pretexto para aprender.
Deste modo, deve a escola tornar-se num modelo de referência onde todos os seus membros cumpram o seu direito à participação, com profissionalismo, desenvolvendo projectos que possam alargar os horizontes de toda a comunidade educativa.

Partindo da perspectiva de que as grandes metas da educação têm como finalidade a socialização/humanização do indivíduo, o Projecto Educativo do Agrupamento rege-se pelos princípios organizativos determinados pela Lei de Bases do Sistema Educativo, e que podemos sintetizar nos seguintes:

  • Contribuir para a defesa da identidade nacional e para o reforço da fidelidade à matriz histórica de Portugal, integrada no contexto europeu, desenvolvendo actividades de pesquisa e consolidação, com recurso às TIC, e divulgando os trabalhos na Semana Cultural do Agrupamento, um evento aberto à comunidade;
  • Contribuir para a realização da criança/jovem, através do pleno desenvolvimento da personalidade, da formação do carácter, da cidadania alicerçada em práticas democráticas e de um equilibrado desenvolvimento físico;

Fazendo jus ao lema “Mente sã em corpo são”, fomentamos a prática desportiva através de um conjunto de modalidades no âmbito do projecto Desporto Escolar, onde temos tido prestações notáveis; Esta nem sempre é tarefa fácil uma vez que a Escola não possui espaços adequados à prática desportiva, tendo que se socorrer dos seus parceiros, com os quais mantém uma excelente relação.

  • Assegurar a formação cívica e moral dos jovens, garantindo o respeito pelo direito à diferença e igualdade de oportunidades para ambos os sexos, implementando actividades diversas que decorrem do tema aglutinador “Tempo de Aprender a Ser”, participando em Olimpíadas, no Parlamento dos Jovens, visitas à Assembleia da República, Programas Escola Electrão e Eco-escolas, entre outras…
  • Desenvolver a capacidade para o trabalho e proporcionar, com base numa sólida formação geral, uma formação específica para a ocupação de um justo lugar na vida activa, facultando não só a certificação escolar como profissional;
  • Assegurar a escolaridade de segunda oportunidade implementando cursos de educação extra-escolar e cursos no âmbito do Programa Novas Oportunidades, respondendo tanto às necessidades dos jovens como dos adultos que pretendem alargar os seus horizontes.

    Orientados por estes princípios e conscientes de que a Escola deve ser uma instituição aberta que trabalha para e com a comunidade, primamos por uma estratégia de parcerias activas com os mais diversos parceiros sociais. Destas podemos destacar algumas: Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Associação de Pais e Encarregados de Educação, TSU, Associação de Melhoramentos, Associação Humanitária Dadores de Sangue, Cistus, SAT, empresas locais, Centro de Saúde, Soltram, UTIT, Centro Paroquial Nossa Sra. da Oliveira, entre outras.
    Conscientes do caminho percorrido mas também do que ainda há por fazer, colocamo-nos à disposição para reforçar laços de cooperação e proximidade, pois juntos podemos fazer mais e melhor em prol dos nossos jovens. O Agrupamento está e estará sempre aberto à comunidade se o objectivo for assegurar o futuro dos nossos alunos.
    Como disse Eleanor Roosevelt, “O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos” e os nossos jovens com certeza acreditam e por isso o futuro pertence-lhes e cabe-nos a nós dar-lhes oportunidades de chegar mais além. Mais juntos, mais próximos, vamos conseguir.

Intervenção da Vereadora da Câmara Municipal de Abrantes - Isilda Jana

Boa Tarde!

Quero em primeiro lugar agradecer o convite para participar neste fórum.
Para fazer esta intervenção parti do conjunto de perguntas (15) que me foi enviado pelos organizadores da iniciativa. São perguntas variadas sobre as várias instituições e associações, focando sobretudo as relações entre as mesmas. Nas perguntas dominava a tónica do é possível?
E eu diria. Sim
é possível!
Tudo é possível!
No entanto, não é possível fazer tudo e sobretudo, fazer tudo ao mesmo tempo. Por isso, saber o que se quer e para onde se quer ir é muito importante. E isso faz parte do
planeamento estratégico.
Há pouco tempo, no mês de Março, decorreu em Abrantes o VII FNATES (Festival Nacional de Teatro Especial), participou nele um grupo brasileiro Projecto TAM TAM, que nos proporcionou o conhecimento de um projecto espectacular – um grupo de pessoas, animadores de várias áreas profissionais, pegaram num manicómio onde havia loucos, começaram por fazer uma rádio, onde os loucos eram os loucutores, que passado algum tempo era a rádio mais ouvida do estado. Hoje, passados 20 anos, têm um verdadeiro projecto cultural, que trabalha com grupos variados - a maior parte proveniente das franjas da sociedade brasileira. Quase tudo trabalho voluntário.
Trabalho espectacular! Trabalho de 20 anos.
Esta é uma das muitas experiências existentes na América Latina. Esta região do globo tem experiências fabulosas a nível da animação social/ intervenção comunitária. Porquê?
Tem
pouco dinheiro e um povo jovem com muita garra.
Portanto, quando vocês perguntam se é possível?
É possível! Sim. Como? Com gente!
São as pessoas que são importantes nestes processos. Os lideres.

Pessoas. Planeamento. Persistência.

Quando perguntam:

- É possível intensificar as relações entre a actividade teatral na escola e as actividades teatrais nas associações?
Claro que é possível. É possível e desejável. E mais existe apoio municipal para isso.

- É possível a constituição de uma escola de música que preste serviço às escolas e associações e desenvolva actividades formativas para jovens? Solução institucional para o projecto? Como pode a Fundação CICO participar?
Claro que é possível. Existem 5 escolas de música no concelho de Abrantes. Uma do Orfeão de Abrantes e 4 ligadas a Bandas Filarmónicas. E todas têm apoio do Município.

- É possível estreitar as relações entre a Escola e o Rancho Folclórico? Que colaboração no campo etnográfico?...
Claro que é possível. Há aqui um mundo de coisas a fazer.

- Como pode a escola intensificar contributos sobre a História Local? Como podem estes contributos ter visibilidade social?
Claro que é possível. Cito o exemplo da recolha de histórias da literatura oral do concelho que fiz, enquanto professora, aproveitando o recurso que eram os meus alunos vindos dos muitos lugares do concelho. Resultou na publicação de um livro e hoje está aí. Morreram os velhos, mas as histórias ficaram registadas.
Tudo é possível desde que:

1º as coisas façam sentido para a comunidade;
2º que haja lideres / as massas não se organizam
por si próprias;
3º haja um planeamento estratégico.

Destas três depende o haver gente a querer participar.
Os apoios aparecem sempre, desde que se trabalhe bem.

Por isso, volto a dizer, a possibilidade de resposta a todas estas perguntas depende
em grande parte de vocês tramagalenses.

No Tramagal existem os equipamentos (pavilhão desportivo, piscina, campos de ténis, campo de futebol, SAT... Agrupamento de Escolas...)

O que falta? Intensificar a relação e isso, está subjacente às perguntas que lançam.

O Tramagal é uma terra dinâmica, com uma forte tradição industrial e associado a isso tudo o que é típico do mundo industrial:
Espaços de lazer, os equipamentos, o associativismo forte, a maneira de ser das pessoas...
Forte sentido comunitário/ Forte sentimento de pertença...
O Tramagal tem um problema, está um pouco fechado sobre si próprio. Creio mesmo que este é o principal defeito que se pode apontar ao Tramagal como comunidade, sofre daquilo a que podemos chamar umbiguismo. E isto é negativo.

Pensem nisto neste fórum.

O facto de estarem aqui a organizar este fórum para pensar o Tramagal como comunidade, acho que é um factor positivo. É um trabalho de cidadania importante.
Não sei os resultados, não assisti ao primeiro. Este está a começar e não vou poder ficar até ao fim... mas espero que encontrem respostas.

E sobretudo que isto não seja só mais uma coisa para se fazer e não ter continuidade.
A experiência do TIC foi uma boa experiência, mas que não teve continuidade.
Vi a notícia de que vai regressar em 2010.
É uma boa notícia. O Tramagal merece!

Obrigada pelo convite.

Isilda Jana

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Intervenção de Bruno G. M. Neto

FORUM PARA A CIDADANIA DOS TRAMAGALENSES
Educação e Juventude
16-05-2009, por Bruno G. M. Neto

Na base vital da nossa existência, está a educação, estão os ensinamentos que nos são transmitidos pela genética familiar e comunitária.
As raízes nada mais representam do que isso, a nossa profunda genética e orgânica sociocultural que nos vai indicando os caminhos, que nos vai levando a fazer escolhas, que nos proporciona possibilidades de querermos o que queremos e de chegarmos onde simplesmente queremos chegar.
Já tive oportunidade de trabalhar em vários continentes, já tive oportunidade de conhecer e experienciar as vivências de outros povos, outras culturas.
Naturalmente evoluímos com tanta entrada de novos conhecimentos, mas nada do que sou hoje e do que desejarei ser amanhã se separará das minhas origens.
E nessas viagens sempre que falei das minhas raízes, falei naturalmente de Tramagal como a minha terra. Mas falei também de um Tramagal enquanto conceito comunitário, que cruza história, estórias, personagens e sonhos.
Sempre que falei da nossa terra, não pude deixar de falar do passado, não pude deixar de contar a importância metalúrgica da nossa terra. Mas como tudo aquilo que nos serve de base, a Metalúrgica foi e deverá ser sempre algo que nos devemos orgulhar, algo que nos proporcionou uma história rica, um orgulho civilizacional e patrimonial.
Mas o que sempre mais me orgulhou, foi poder falar das dinâmicas sociais, das dinâmicas culturais e económicas, da criatividade de um povo que se educou no trabalho, na seriedade e nas sinergias comunitárias.
Temos mais de 20 associações numa terra com pouco mais de 4000 habitantes. Temos património arquitectónico, desportivo, habitacional e recreativo do mais actual até àquele que necessita de uma requalificação.
Temos gentes com uma diversidade regional e cultural enorme e temos gentes de Tramagal que mesmo fora, poderão ter igualmente um papel fundamental na construção de um Tramagal cada vez mais completo7 complexo na simplicidade de ser melhor.
E temos jovens que naturalmente temos que valorizar.
Os jovens são o presente, são líderes de opinião, são os construtores e criativos dos sonhos mais além.
Mas uma vez mais não podemos analisar individualmente os componentes numa terra como Tramagal.
Tramagal é um sistema ecológico e humano interdependente e diverso.
Temos uma população com muitos homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, por isso o trabalho intergeracional é e será fundamental, para que não se percam oportunidades de conhecimento e enriquecimento através das veias do saber popular e da troca de experiências e vivências, fundamentais para um desenvolvimento humano equilibrado.
Proponho que se efectivem as redes, proponho que se efective uma plataforma intersectorial, juntando o sector público e suas instituições, o sector privado com a presença das pequenas, médias e grandes empresas e, o contributo fundamental da sociedade civil com as suas associações. Esta plataforma será fundamental para que se efectue uma real identificação das necessidades comunitárias. Uma plataforma de participação activa com políticas reais com impactes reais, com a natural e muito importante contribuição de todas e todos.
O desenvolvimento sustentável passa por aqui, passa pelo envolvimento de cada uma e cada um de nós, passa pelo entendimento de todos os actores sociais para a construção de uma vitalidade fundamental, para que Tramagal se possa ir recriando e valorizando, como terra, como povo, como sonho.
Para a nossa terra temos as sementes e o conhecimento local nas nossas mãos, temos a comunidade como os elementos naturais vitais, temos a fertilidade em toda a nossa vontade, e o adubo é toda a nossa utopia de querermos um Tramagal melhor.
Apenas juntos poderemos tornar os sonhos realidade.
Pela União, por Tramagal.

Bruno G. M. Neto

terça-feira, 19 de maio de 2009

Intervenção do Presidente da Direcção da CISTUS - Adriano Andrade

Em 1998, jovens como o Hugo Grácio, o Filipe Tomás, o João David, a Susana, o Bruno, o JJ, e muitos outros, que por a lista ser longa não vou aqui mencionar, arrancaram com o projecto CISTUS – numa altura em que o Tramagal se encontrava mergulhado numa crise social motivada pelo declínio da Metalúrgica Duarte Ferreira. O aparecimento da Cistus foi um passo significativo no fortalecimento e aproximação da comunidade Tramagalense mais jovem.
Os objectivos, embora amplos, são claros – o Desenvolvimento Local, assim como o desenvolvimento cívico, físico, científico e cultural dos indivíduos são as pedras de que é feita a Cistus. Até aqui tudo normal para uma associação. A irreverência vem quando estes nobres objectivos são trazidos por jovens e são, na sua maioria, também dirigidos a eles – algo que nunca tinha acontecido no Tramagal.
Ao longo do tempo, atravessando diferentes contextos sócio económicos, a Cistus tem sido sempre fiel aos seus objectivos.
Nas iniciativas de desenvolvimento local, a Cistus destaca-se por ter sido uma das associações impulsionadoras do movimento do Tramagal intercultural – mostrou-se cultura e animação como não se via há muito – fazendo jus à apelidada vila convívio que é o Tramagal. A iniciativa aproximou comunidades, na forma das associações – colocou pessoas de todas as gerações, das mais variadas proveniências a trabalhar em conjunto.
O Dossier Tramagal foi uma ferramenta obrigatória na definição da estratégia para o desenvolvimento, na génese do Tramagal Inter-Cultural. Mais uma vez, agora em 2009 se tenta relançar o Tramagal Inter-cultural – desta feita como uma base sólida para a cooperação e para o desenvolvimento da única vila do concelho de Abrantes.
A Cistus, enquanto associação juvenil, nunca gostou de trabalhar sozinha – crente de que a união faz a força, a Cistus procura sempre juntar as diferentes habilidades e vocações de todas as associações, para assim criar sinergias, permitindo um saudável conflito inter-geracional. Exemplos disso são a Passagem de filmes, quer no centro paroquial, quer na Associação de reformados e a colaboração com a comunidade escolar, com a organização de workshops na área das novas tecnologias.
A Cultura e o Desporto, por serem tão acarinhados pelos Tramagalenses (a “catedral” da cultura, e um dos clubes mais antigos do distrito estão cá) fazem também parte do ADN da associação – Cafés sem Certo, Fotografia, Challenger e Exposições são actividades que marcaram a actividade da associação nos anos passados. Incontornável é o Efeito borboleta, que se pretende afirmar como um festival de referência para toda a região, na música alternativa e na descoberta de grupos emergentes no panorama musical português.
E tudo isto se concretiza porquê? Não é certamente pelo dinheiro (que também não abunda deste lado) - é pela vontade que move os jovens, é pela irreverência que os torna os mais odiados e ao mesmo tempo os mais adorados na comunidade. É a visão de que o contexto é mau e que se pode mudar, dando a volta por cima. É o não ter medo de arriscar, é o estar no presente, com um pé no futuro e com uma aprendizagem do passado.
A Cistus, assim como os seus associados, não se limitam apenas ao Tramagal – numa comunidade fechada, não há aprendizagem multicultural – por muito próxima que fosse, faltaria a força. Existem associados espalhados pelos quatro cantos do mundo – de costa a costa nos Estados Unidos, na Alemanha, algumas “incursões” no Médio Oriente e na América do Sul. São tramagalenses, pois claro – estão longe fisicamente, mas sempre a par do que se passa na região – é esta atitude que nos faz mais próximos.
Procurando sempre mais e novas experiências de vida em comunidade, sócios da Cistus tem participado em diversas actividades internacionais, nos mais variados pontos da Europa – um pouco por toda a união europeia se realizaram intercâmbios de jovens em que a Cistus esteve presente. O nome do Tramagal foi dado a conhecer em sítios longínquos como o médio oriente e os Balcãs – a Cistus esteve à mesa com Sérvios e Bósnios, Gregos e Turcos, Israelitas e Palestinianos – num são convívio de aprendizagem mútua sob o tecto da educação não formal.
“Criar valor dos jovens, e para os jovens” , continua a ser o lema da Cistus – mais um exemplo disso são os programas de ocupação de tempos livres – Jovens tramagalenses, nas férias, preparam outros jovens tramagalenses – no sentido de dar continuidade à existência, não só da Cistus, mas também de todas as outras associações e comunidades do Tramagal. Só assim se mantém uma comunidade forte no futuro e ao mesmo tempo se cria relações de proximidade e passagem de conhecimento.
A vinda ao Tramagal de Sua Excelência o Sr. Presidente da Republica às instalações da associação foi um acontecimento que uniu e orgulhou toda a comunidade tramagalense. Não foi de todo um acontecimento simples de preparar – sem a ajuda de entidades como a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal, o Agrupamento de Escolas, as associações e todo um conjunto de parceiros sociais, culturais e económicos – tal acontecimento certamente não seria possível – se não houvesse uma comunidade unida, não seria possível preparar o espectáculo musical, não seria possível mostrar o artesanato, não seria possível ter o mercado minimamente preparado.
A comunidade está de parabéns – estamos a potenciar um Tramagal forte onde é possível criar valor dos Tramagalenses para os Tramagalenses!

Intervenção de Jorge Rafael

Muito boa tarde,

Fiquei muito contente quando fui convidado para participar no Forum dedicado à Educação e à Juventude.
É que não é todos os dias que os mais velhos nos permitem debater os assuntos que mais directamente nos dizem respeito.
Por isso, apesar de ter algum receio porque não estou habituado a falar em público, aceitei o desafio.
A noção que tenho do espírito deste Forum é que se ele existe é porque os promotores sentem que estas e outras áreas não estão assim tão bem quanto se desejaria.
Se na educação as coisas funcionam com os problemas que conhecemos, do nosso lado sabemos que temos que corresponder a um estilo de ensino que não parece ser o melhor. Isso reflecte-se na qualidade do ensino, se calhar porque nós, e também os professores, não procuramos uma união que acabe em optimização com vista para uma melhor escola onde haja melhores alunos, logo melhores professores.
Nesta área, a educação, tudo o que de mal os mais velhos vêm em nós, não é de certeza porque os meus pais ou a generalidade dos pais nos dão má educação.
Tenho a impressão, que a opinião negativa que têm dos jovens, é fruto da sociedade que temos, a começar por algum excesso por todos cometido e pelas ofertas que na nossa geração nos deram de bandeja e por isso a culpa é de todos.
Aquela má educação, a de tratar mal os mais velhos, a de não dizer muitas vezes obrigado ou de não darmos os bons dias e até tirarmos o chapéu, e ainda de não corresponder às necessidades do que nos rodeia porque não ligamos ao que dizem ser o normal, julgo que está a desgastar-se e esse exemplo não parece que exista na nossa terra.
Aqui quase todos nos conhecemos e esses problemas só um numero reduzido é que não é capaz de modificar.
Às vezes oiço os meus pais e os meus vizinhos e outros conhecidos a falarem de que no seu tempo as actividades que tinham eram muito mais agradáveis do que agora, porque os jovens hoje, dizem, não querem saber de nada se não estarem ligados à televisão, à Internet ou metidos por caminhos nada aconselháveis como o álcool ou a droga.
Continuo a pensar que isso é apenas uma minoria.
A realidade, é que no Tramagal ao contrário do que acontecia antigamente conforme dizem, nós não temos assim tão grandes condições para nos desenvolvermos mais em comunidade e em comunhão, porque a terra não se mostra capaz de responder ao que de certeza todos queríamos: ter um futuro sempre ligado e fixado à nossa terra, o nosso querido Tramagal.
No desporto temos o Tramagal Sport União a Sociedade do Crucifixo mas nem todos têm jeito para o futebol e o basquetebol.
Temos um pavilhão. Mas não há quem promova outras modalidades.
Queria aprender, ténis mas os campos estão às moscas e nem um professor lá há para nos ensinar.
Não temos um centro cultural para nos receber onde podíamos desenvolver actividades culturais e trabalhar em grupos na Internet. Estamos aqui numa sala na SAT que podia ser mais aproveitada, mas compreendemos que os jovens aqui têm que ser telecomandados devido a casos de alguns que se portaram mal.
O nosso futuro não é muito risonho. Não vemos quem se preocupe em nos proporcionar melhores condições e no meu caso, tive que sair do Tramagal e ir para o Entroncamento estudar e obter ao mesmo tempo formação para enfrentar o futuro com menos receio. Saio de cá todos os dias úteis no comboio às 7,00 horas da manhã e só chego à noite.
No Tramagal não há empregos logo vejo com apreensão o nosso futuro cá.
No Tramagal não há um centro cultural que nos ensine o que a nossa terra já foi e o que ela pode vir a ser.
No Tramagal não há uma escola de música.
No Tramagal não temos festas alusivas aos jovens como a de Natal e outras durante o ano.
No Tramagal não gostamos da biblioteca que temos porque as condições não prestam.
No Tramagal não temos cinema e muitos dos meus amigos nunca viram um filme em sala de cinema senão quando éramos mais pequenos porque a Shell nos dava um filme no dia de todos os santos.
No Tramagal não temos os apoios e as condições que o Grupo de Escuteiros merecia.
No Tramagal somos cada vez menos, porque os pais de muitos foram obrigados a ir procurar melhores condições de vida para outras terras.
Mas no Tramagal não é tudo mau, porque temos uma vontade e uma alma enormes, e espero que este fórum e esta iniciativa façam pelo menos, com que eu não tenha que ficar no Entroncamento mesmo que tenha que levantar-me diariamente às 6 horas da manhã.
Viva a juventude do Tramagal
Viva o Tramagal
Viva o Forum

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Intervenção de Ana Paredes Mendes

Boa tarde a todos.

Em primeiro lugar quero agradecer à comissão organizadora deste fórum pelo convite que me foi feito para estar aqui presente hoje. A minha intervenção, no entanto prende-se mais com a minha experiência profissional no âmbito da educação e formação. É nesse sentido que tentarei participar de forma a lançar algumas questões.
Quando falamos de cidadania, existem sempre duas palavras que devemos mencionar: direitos e deveres, porque ambas actuam em conjunto. Temos o direito e o dever de os exercer e é isso que nos torna fortes enquanto cidadãos.
No que respeita à temática hoje aqui em debate, Educação e Juventude, posso adiantar ou sugerir que um dos primeiros passos, passa pelo esclarecimento da importância da educação, das consequências em não se apostar na formação dos jovens. Neste aspecto muitos poderão dizer que “a escola no meu tempo não era assim” ou que “os professores não eram assim” ou que os alunos também não eram assim… Mas agora os tempos são outros e é tempo de agir, de educar, comunicar e sobretudo de partilhar e consciencializar dos jovens!
Nas questões lançadas para debate, talvez possa enveredar pela participação associativa dos jovens na comunidade.
As associações e instituições têm aqui um papel fundamental, nomeadamente na transmissão de informação, na criação de parcerias e protocolos com entidades que visem o desenvolvimento local. Isto porque, esclarecendo os mais jovens, também eles podem esclarecer outros, sendo assim cidadãos responsáveis.
No âmbito da Educação e Formação, a informação acerca, por exemplo, de quais os cursos com uma maior saída profissional, ou quais as necessidades de emprego na zona, leva-nos a tentar saber quais as ofertas formativas nas escolas, por exemplo, cursos profissionais, de aprendizagem ou de Educação e Formação de Jovens (EFJ’s) e assim podemos começar a agir.
Segundo a imprensa local, as antigas UNIVA – agora Gabinetes de Inserção Profissional, e que irão abrir em Tramagal, têm um papel importante principalmente no apoio à procura de emprego ou no que respeita à inserção ou reinserção profissional. Estes tentam dar apoio tanto a jovens como adultos e vemos, hoje em dia, que a população adulta aposta cada vez mais na formação e no aumento do grau de escolaridade.
Uma das soluções para estes casos são as chamadas Novas Oportunidades que provavelmente todos conhecem e identificam melhor quando se fala em RVCC. Neste sentido, o papel das Associações juvenis, desportivas, recreativas e culturais, passa por promover actividades de carácter não formal e informal, como é o caso de pertencer ao rancho folclórico, ao teatro ou a um grupo desportivo. Estas actividades enriquecem a participação activa da comunidade e para a comunidade, promovendo assim os saberes e competências da nossa população, que muitas vezes pensam que não as têm.
Outra questão importante e que pode ficar como uma simples sugestão é o caso de existirem formações modulares certificadas, que são financiadas e que permitem, tanto a jovens e adultos, apostar no desenvolvimento da sua formação. Estas formações são desenvolvidas por diversas escolas e, a parceria com associações locais parece-me uma boa aposta para o desenvolvimento da educação. Uma das questões lançadas aqui também, trata das actividades de lazer e ocupação para os tempos livres. Não seriam estas formações uma boa ocupação com os chamados “cursos de verão”?
As interrogações que podem permanecer ou que, pelo menos servirão para uma possível abertura da comunidade, prendem-se com a questão de “como motivar os jovens para a educação”? A esta pergunta poucos ainda têm a resposta. Receio também ainda não a ter...
“Será que estamos receptivos ou que procuramos soluções para a formação dos nossos jovens?”
“Será que temos conhecimento das ofertas que existem na nossa localidade? Se não, porquê? O que podemos fazer para mudar?”
Em suma,
Porque não fazerem-se parcerias com associações?
Porque não fazer cursos intensivos de verão para que os jovens possam encontrar uma ocupação e aprender ao mesmo tempo?
Não será isto, uma boa forma de prevenir comportamentos desviantes e promover a cidadania?
Estas são algumas questões que deixo em aberto para reflexão ou para debate.
Obrigada.

APRESENTAÇÃO
Sessão Temática – Educação e Juventude
“FORUM PARA A CIADADANIA DOS TRAMAGALENSES”


Bem vindos ao “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses”.
Este Fórum partiu de uma ideia apresentada, por um grupo de cidadãos, ao conjunto de Actores Sociais e Actores Económicos da freguesia, no passado dia 21 de Março, que confirmaram o interesse da iniciativa e a vontade em a concretizar, como forma de contribuir para que sejamos “MAIS FORTES” e estejamos “MAIS PRÓXIMOS”.
Esse grupo de cidadãos, que está nesta mesa, assumiu a responsabilidade de Coordenar a organização deste Fórum, por vontade expressa dos Aderentes.
Na mesa, não está por impossibilidade pessoal o Joaquim Paulo Santos, que muito gostaria de estar aqui connosco.
Um vasto conjunto de Actores Sociais e Económico e Cidadãos aderiram já à iniciativa, subscrevendo a “Carta de Princípios”, e assumindo uma participação activa e estruturada no FORUM.
As adesões poderão acontecer a qualquer momento, resultando da vontade de concretizar uma activa participação.
As Sessões do “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses” são públicas e nos períodos de debate podem participar todos os cidadãos da Comunidade Tramagalense interessados em aprofundar os objectivos “MAIS FORTES” e “MAIS PRÓXIMOS”.
As Sessões Temáticas, a concretizar nos próximos meses, segundo vontade expressa dos Aderentes, desenvolverão temas como o Associativismo, Cultura e Desporto, Apoio Social, Terceira Idade e Organização Social, Uma Comunidade Abrangente e Desenvolvimento Económico e Urbanismo.
O “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses” culminará com uma Sessão Final – Mais Fortes e Mais Próximos – sintetizando as principais conclusões, ideias e propostas de acção.
Importa fazer um reconhecimento e agradecimento à Sociedade Artística Tramagalense, pelo apoio e disponibilidade que tem concedido, não só hoje, ao nos proporcionar fruir este magnífico espaço, recentemente restaurado nas madeiras da sala e palco e na instalação eléctrica, mas também nas muitas horas que nos tem alojado na preparação deste momento.
Igualmente, um reconhecimento à Junta de Freguesia de Tramagal, pelas cedências do Auditório para a realização a esta mesma hora do ensaio do Grupo Coral da SAT e do púlpito que estamos a utilizar e ao próprio Grupo Coral pela disponibilidade em alterar o local de realização do ensaio.
Um agradecimento a Art & Plantas pela cedência das plantas que decoram o palco.
Um especial agradecimento ao cidadão tramagalense José Joaquim Oliveira pelo apoio na realização desta Sessão.
Finalmente, o reconhecimento à colaboração dos DYSIS, um agrupamento musical de jovens tramagalenses, que proporcionam momento especial e uma mais valia nesta Sessão.
Esta é primeira Sessão Temática do Fórum, subordinada ao tema da Educação e Juventude.
Foram convidados a intervir a Sra. Vereadora da Câmara Municipal de Abrantes, com o Pelouro da Juventude, a Sra. Directora do Agrupamento Escolar de Tramagal, os Srs. Presidentes da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Escolar e da Associação de Estudantes, o Presidente da Direcção da CISTUS e os cidadãos Tramagalenses, Jorge Rafael, Ana Paredes Mendes e Bruno Neto.
Aos intervenientes nesta Sessão foi pedido que apresentassem uma comunicação com a duração até 10 minutos, sem a obrigatoriedade de proceder na apresentação a uma leitura, entregue previamente na forma escrita, em duas páginas A4, visando a compilação e eventual publicação de todos os contributos.
Igualmente, foi pedido a concretização de uma análise, comentários e contributos, para a consagração e desenvolvimento da “Carta de Princípios” do Fórum, centrados na Educação e Juventude.
Interessa saber, como poderemos ser MAIS FORTES e estar MAIS PRÒXIMOS.
É nossa convicção que podemos ser MAIS FORTES e estar MAIS PRÒXIMOS.
Acreditamos que há recursos na Comunidade, em todos nós, Instituições e Cidadãos para que sejamos MAIS FORTES e possamos estar MAIS PRÒXIMOS.
Encontrar respostas, soluções, proporcionar uns passos no caminho é o nosso propósito.
Encontrar as respostas ou as soluções depende muitas vezes da inquietude das interrogações.
É esse o exercício que propomos, sinalizando interrogações e inquietudes, que animem um debate vivo e participado, sabendo que muitas poderão não fazer sentido ou têm uma resposta fácil, o que será muito bom porque significa que não há caminho a percorrer.
Outras haverá que têm uma resposta difícil, o que poderá significar que temos um caminho conjunto para percorrer.
Outras poderão não ter resposta. Poderá ser sinal que estamos a ser pouco ousados ou que a resposta não está em Nós.E outras haverá que não fomos capazes de formular, mas que juntos podemos descobrir.

  • É possível intensificar as relações entre as Escolas e o TSU ? De que forma ?
  • É possível proporcionar aos jovens a prática de uma modalidade individual, como o ténis, dadas as condições existentes no Tramagal ? De que forma ? Com que atribuições ?
  • É possível no âmbito do voluntariado jovem a constituição de Direcções Juvenis para as Associações que entenderem participar neste projecto ?
  • É possível intensificar as relações entre a actividade teatral na Escola e as actividades teatrais nas Associações ?
  • É possível a constituição de uma Escola de Música, que preste serviços às Escolas e Associações e desenvolva actividades formativas para jovens ? Solução Institucional para o projecto ? Como pode a Fundação CICO participar ?
  • Como pode estreitar-se o relacionamento entre a Escola e o Rancho Folclórico ? Que colaboração no campo etnográfico, por exemplo em trabalhos sobre o meio envolvente e hábitos de vida ? Que oportunidades para actividades evocativas da vida social de outrora e de actividades agrícolas ?
  • Como pode a Escola intensificar contributos sobre a História Local ? Como podem estes contributos ter visibilidade social ?
  • As actividades desportivas e culturais têm sido utilizadas como forma de incrementar a socialização de situações individuais problemáticas ? É possível ou desejável o seu incremento ?
  • Os equipamentos e espaços utilizados pelos jovens no Tramagal e Crucifixo apresentam lacunas ? Espaços de desporto informal ? Horários da Biblioteca ? Acesso à internet ?
  • A oferta desportiva enquadra modalidades individuais e colectivas ? Que oferta formativa disponível por género ?
  • Será possível estreitar as relações entre a Escola e a Autarquia Local ? Será possível organizar visitas estruturadas de jovens à Assembleia de Freguesia ? Será possível organizar um Parlamento Local Juvenil ?
  • Que actividades de lazer ? Que ocupações para os tempos livres?
  • Será possível estruturar actividades de Férias Desportivas e/ou Culturais envolvendo Associações ? Tem interesse para os jovens das famílias da Comunidade Ausente ?
  • Tem interesse instituir um Prémio Anual, ou com outra periodicidade, de fotografia ou de expressão escrita, sobre a freguesia de Tramagal, direccionado exclusivamente aos jovens ? Com uma classificação especial para os jovens de famílias da Comunidade Ausente ? Como podem ter visibilidade social estes trabalhos ?
  • È possível intensificar as actividades interculturais, de intercâmbio e de contactos internacionais ?
  • A educação familiar e boas maneiras que os nossos jovens adquirem serão as mais indicadas para os dias de hoje?
  • Qual a importância da educação familiar como base da educação escolar ?

As respostas a estas interrogações e a muitas outras que aqui não estão são o nosso desafio, o sentido do caminho a percorrer.
A qualidade da nossa Comunidade será o que formos capazes da fazer pelos nossos Jovens, os Homens e Mulheres de Amanhã.
Estamos convictos que o que nos une é o desejo e a vontade de sermos MAIS FORTES e estarmos MAIS PRÓXIMOS.
O nosso desejo é que este “Fórum” seja um contributo, um caminho, para a descoberta dos meios e para a mobilização das vontades.
Que este “Fórum” seja um caminho para sermos MAIS FORTES e estarmos MAIS PRÓXIMOS.
O caminho faz-se caminhando.

A Comissão Coordenadora

Intervenção do Presidente da Direcção da Associação de Estudantes da Escola 2,3/S Octávio Duarte Ferreira - Rui Horta

- Antes de mais muito boa tarde a todos os presentes. Gostaria de agradecer o convite do Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses que hoje dá a oportunidade aos jovens do Tramagal de participarem na vida social da nossa vila.
- Como é visível aos olhos de cada um de nós existe algum distanciamento entre os jovens e o resto da população tramagalense. Estamos aqui hoje para tentar descobrir o porquê e tentar encontrar uma solução para tornar-mos o Tramagal numa vila mais unida.:
* A desacreditação nos jovens e nas suas capacidades levam muitas vezes a esse distanciamento. Com que motivação um rapaz participa num debate no Tramagal se a opinião dele não tem valor aos olhos da população? É preciso mudar a opinião das pessoas em relação aos jovens e às suas capacidades. Os rapazes e raparigas desta vila são pessoas capazes e com mentalidade para ir mais longe, e fazer crescer o nosso Tramagal, mas para isso, é preciso começar a ouvir mais o que eles têm para dizer.* Uma das consequências desta falta de confiança na juventude é a falta de integração dos jovens em actividades da freguesia, o que traduz a falta de confiança que sentem nas suas aptidões.
- Um Tramagal para os jovens é um objectivo que tem de ser alcançado, para mantermos os mais novos na nossa vila e assim evitar o envelhecimento da população aqui residente. É preciso investir tempo, dinheiro e disponibilidade em matérias juvenis.
* Existem obras que poderiam ser feitas para melhorar o Tramagal e fazer assim da vila um local agradável que fixe e atraía grupos adolescentes, pois estruturas como uma associação desportiva não existem. Quando perguntamos o que falta para nós jovens, a resposta é quase sempre a mesma. Falta um local com acesso à Internet para todas pessoas, falta um cinema ou um teatro que apesar de existirem condições para serem criados, não existem no Tramagal. Falta também um ringue de futebol aberto todo o dia para se passarem algumas horas a praticar desporto, pois apenas existe o da SAT mas nem sempre existe a possibilidade de lá jogar. Há muitos anos o Tramagal tinha uma das melhores pistas desportivas a nível nacional e hoje está destruída, não sendo possível a pratica de desporto na mesma, o que impede a juventude tramagalense de praticar exercício físico regularmente, obrigando-os a ir procurar fora da localidade melhores condições para uma prática segura de desporto e muitas vezes não têm condições económicas ou sociais para isso.
* Muitas vezes também se fala num sonho de ter no Tramagal um parque ambiental onde muitas das infra-estruturas referidas anteriormente se podem incluir. O melhoramento dos transportes públicos como o comboio e os autocarros poderiam trazer mais vida ao Tramagal e podiam proporcionar um maior contacto com outros jovens de outras vilas e cidades.
Hoje é preciso encontrar soluções para melhorar a ligação entre as diferentes gerações que residem na nossa terra. A integração da juventude na vida do Tramagal nos diferentes sectores sociais é um ponto de partida para resolver esta questão. * É preciso desenvolver condições para manter os jovens aqui residentes a construir o seu futuro no Tramagal;
* Proporcionar mais opções de trabalho para os jovens, para que não seja necessário ir procurar fora o que podíamos ter cá dentro.
* Mas para fazer nascer estas oportunidades é necessária uma descentralização do Concelho de Abrantes, é preciso tornar o Tramagal numa zona atractiva para todos e é preciso investir no Tramagal e não só na cidade de Abrantes.* A desacreditação que existe nos jovens é para mim o maior problema que existe na nossa sociedade, é um problema que afasta os mais novos de muitas actividades que se realizam no Tramagal. Um pode rapaz ter uma opinião sobre um determinado assunto que está a ser discutido, mas não o vai discutir porque sabe que não confiam nas capacidades dele, então logicamente ele opta por outros caminhos e não participa nessa discussão. É preciso passar a acreditar mais nas capacidades dos mais novos. Este é o ponto de partida para termos uma maior participação deles na vida social e na vida do associativismo. Dêem mais voz aos jovens!!
* Ainda sobre este tema, é necessário começar a pensar em realizar actividades direccionadas aos mais novos na nossa vila, como por exemplo concertos ou torneios.-Falando um pouco sobre a educação…
* Este ano, algumas medidas impostas pelo ministério da educação levaram os estudantes a manifestarem-se, medidas relacionadas com o novo estatuto do aluno levaram à revolta dos estudantes sendo o novo regime de faltas a decisão mais contestada;
* Também as barreiras ao ensino superior foram contestadas nas greves estudantis, barreiras essas que muitas dores de cabeça dão aos jovens no momento de seguirem os seus estudos no ensino superior;
* Em relação à escola de Tramagal os maiores descontentamentos são relativos à falta de funcionários para cumprir alguns dos serviços mínimos que apesar de tudo têm sido cumpridos com mais ou menos tempo, as más condições do campo desportivo da escola e também a falta de liberdade dos alunos;
* A falta de liberdade de expressão dos alunos abrange toda a juventude em geral, não é só na escola. Tem a ver com a desacreditação nos nossos jovens. Este ano tivemos um exemplo em que durante o Dia Nacional de Luta dos Estudantes do Ensino Básico e do Secundário (no dia 4 de Dezembro de 2008) os professores chamavam os alunos que estavam na rua a exprimir a sua opinião para virem para as aulas referindo que podiam ser prejudicados na nota, mas o pior caso foi mesmo quando uma docente da escola se dirigiu aos alunos e disse que ia contactar os pais de cada um e com um discurso algo ditador conseguiu fazer com que os pais castigassem os alunos que estavam a exprimir a sua opinião num país onde o direito à greve e a liberdade de expressão vigoram desde o dia 25 de Abril de 1974, hoje estamos em 2009.
* Para melhorar o ensino, que é o futuro do nosso país, a mentalidade das pessoas que estão no poder, seja nacional, local e mesmo dentro da escola, devia sofrer uma alteração. Hoje em dia aprende-se muito fora das salas de aula e isso tem de ser melhorado, a escola não tem de formar apenas estudantes que saibam ler os livros escolares, mas também tem de formar homens, pessoas responsáveis, e fomentar a cidadania nos alunos. Porque é na escola que temos o nosso primeiro acto de cidadania quando votamos nas eleições da Associação de Estudantes, porque é a primeira vez que votamos em alguém que nos representa ou que somos eleitos para representar, é também a primeira vez gerimos dinheiro que não nos pertence ou confiamos o dinheiro a alguma entidade. As associações de estudantes são uma escola da cidadania e da democracia dentro do próprio estabelecimento de ensino. Mas a cidadania deve ser instruída pelos professores nas aulas de Formação Cívica que deviam ter este como principal objectivo, apesar de todos sabermos que não é isso que acontece dentro da sala de aula. Então porque não apostar na formação dos professores para nessas aulas formar cidadãos? Talvez este seja o melhor caminho para obtermos uma maior participação dos jovens na vida social. * No Tramagal podemos considerar que temos um ensino “saudável”, onde não existem muitos casos de violência ou quase nenhuns o que torna a escola um local de convívio e bom para se estudar.
- Gostaria de terminar com um apelo a todos os jovens e não só, presentes nesta sala, queria apelar à participação de todos em actividades sociais como esta que hoje aqui temos e a participar no associativismo tramagalense. Obrigado

Intervenção do Presidente da Direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Escolar de Tramagal - Rui Antunes

Caros Tramagalenses, Pais, Filhos, Encarregados de Educação e Comunidade em geral

A Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento Escolar de Tramagal, que integra as escolas do Tramagal, Crucifixo, Bicas e S. Miguel, foi fundada a 14 de Setembro de 2000. Está legalmente constituída e com os seus estatutos devidamente publicados em Diário da Republica. Temos uma listagem bastante desactualizada de aproximadamente 250 sócios, onde só cerca de 15% paga regularmente as quotas (5 € ano, aprox. 42 cêntimos por mês) e isto num universo de aproximadamente 530 alunos.
Naturalmente que ao longo destes 8 anos com mais ou menos intensidade, sempre a Associação procurou desempenhar o seu papel, tendo em vista contribuir para uma melhoria das condições de ensino das Nossas Escolas.
Fazendo parte activa na vida escolar, a Associação tem assento em órgãos de decisão do Agrupamento Escolar, nomeadamente no Conselho Pedagógico, no Conselho Geral transitório e a nível da autarquia no Conselho Municipal de Educação, tem ainda intervenção directa em projectos de animação da vida da Escola, participa na definição das estratégias e objectivos da Escola, promove a entreajuda com os demais elementos da Comunidade Educativa, com vista à prossecução do melhor ambiente possível e ao desenvolvimento de todos quanto passam ou passaram pela Escola.
Procura ainda estar presente sempre que solicitada pelos órgãos autárquicos, realiza protocolos com os órgãos oficiais de modo a colocar ao dispor das nossas crianças o máximo de recursos possível.
Consideramos que a Acção Educativa, é, entre outras coisas, o processo de ajudar as nossas crianças e jovens a se tornarem futuros cidadãos activos, informados e responsáveis. É formar cidadãos para a vida em sociedade. O desenvolvimento da confiança, da responsabilidade e o respeito pelas diferenças são alguns dos tópicos desta aprendizagem de cidadania.
A Educação para a Cidadania é um processo que se estende ao longo da vida. Começa em casa e no meio próximo das crianças com as questões da identidade, relações interpessoais, escolhas, justiça, bem e mal e desenvolve-se na medida em que se expandem os horizontes de vida.
Temos a certeza que nas nossas escolas, todos se esforçam, para que entre outras coisas os alunos sejam:
• Conscientes dos seus direitos e responsabilidades;
• Informados acerca dos temas políticos e sociais e económicos;
• Preocupados com o bem-estar dos outros;
• Coerentes nas suas opiniões e argumentos;
• Influentes através da sua acção;
• Activos na vida da comunidade;
• Responsáveis na sua acção cívica;

Cumpre-nos, enquanto Associação de Pais, a grande responsabilidade e a tarefa vital de promover e dinamizar junto dos pais, professores e comunidade, acções que visem um maior esclarecimento e sensibilização para os problemas que dizem respeito às crianças e jovens da nossa sociedade, em particular da nossa escola.
A Associação, procura assim manter um diálogo com todas as escolas, procurando ajudar sempre que solicitada, estando atenta aos problemas de cada escola, ajudando a resolvê-los, servindo por vezes de intermediária junto de outras entidades.
O nosso compromisso enquanto pais e encarregados de educação, organizados em associação, passa por promover os interesses dos alunos, no que respeita à sua educação, sendo que para alcançar essa meta, é importante que todos participem.
Deste modo pretendemos:
· Continuar a incentivar a adesão de pais e encarregados de educação à Associação de Pais.
· Promover um diálogo construtivo e cordial entre pais e professores, parceiros imprescindíveis, no acto de educar.
· Sensibilizar os pais e encarregados de educação para a sua participação nas actividades promovidas pela escola.
· Tornar os pais e encarregados de educação conscientes dos seus deveres e direitos face à escola. Apoiar os pais na aquisição de competências que o seu papel exige.
· Participar na resolução e/ou denúncia de situações que ponham em causa o bom funcionamento da escola.
· Contribuir para uma maior qualidade do ensino.
· Participar no Projecto Educativo da Escola.
Estão na alçada da Associação o “Plano de Apoio à Família” (almoço e actividades, depois do horário escolar dos alunos da pré-primária, do Tramagal e Crucifixo) e o ATL (actividades tempos livres), localizado nas EB1 nº1 e nº2 de Tramagal, o qual funciona também durante os períodos de férias lectivas.

Na escola sede, ao abrigo de um protocolo realizado entre a Associação de Pais e o Departamento de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, foi colocada uma psicóloga estagiária, a Dra. Sara Pacheco, para dar apoio, acompanhar e intervir quando necessário junto dos alunos deste agrupamento escolar.
É de referir que no mês de Novembro, do presente ano lectivo, a Associação de Pais, com as receitas obtidas na festa de final de ano lectivo no ano passado, ofereceu ao Agrupamento, um videoprojector e tela de projecção. Ficando este, ao dispor de todas as escolas que fazem parte do agrupamento.
Este ano a Associação já dinamizou o projecto “Centro de Recursos – Biblioteca escolar”, solicitando a diversas editoras e empresas da região uma ajuda para melhorar o nosso centro de recursos. Desde já agradecemos a todas as empresas que colaboraram connosco neste projecto (e quem quiser ainda fazê-lo …está a tempo, basta oferecer um livro, ou outro material…)
Este ano iremos ainda participar nas festas locais do 15 de Agosto e juntamente com a Associação de Estudantes, voltar a organizar a festa de final de ano lectivo, que se realizará no dia 9 de Junho, na escola sede e para a qual deixamos desde já o convite a toda a comunidade escolar deste agrupamento. Esperamos que todos estejam presentes, pois é mais uma forma de ajudarmos no processo educativo dos nossos jovens.
Em jeito de conclusão, referimos ainda que, a Lei de Bases do Sistema Educativo aponta para uma escola renovada, em que as aprendizagens sejam activas, significativas, diversificadas, integradas e socializadoras, de modo a ser capaz de responder à diversidade, individualidade, necessidades e interesses dos alunos, no momento oportuno e de forma adequada. Pois só desta forma, se poderá atingir a meta do seu sucesso educativo. E esse sucesso só é possível quando todos os intervenientes colaboram, desde professores, alunos e pais/encarregados de educação.
Estamos conscientes que a educação dos nossos filhos e educandos não acaba à porta da escola. Pais, professores e comunidade em geral devem colaborar juntos na construção de uma escola que se quer mais humana e cívica, onde os ideais da democracia e o respeito pelo outro não sejam palavras vãs. Por vezes é muito fácil criticar, mas tentar…ajudar a melhorar, já é mais difícil!....
O lema deste fórum e a mensagem que pretende transmitir é, sermos mais próximos para sermos mais fortes, na génese do “mais próximos” está a reaproximação das comunidades ausentes, com o qual concordamos totalmente, pois os que estão fora há algum tempo, podem trazer novas ideias pelas experiencias vividas, novas mentalidades e sobretudo através da sua presença frequente e á manutenção das suas raízes, trazer mais algum desenvolvimento económico e social, mas isso só resultará se em primeiro lugar conseguirmos unir os que estão presentes, os que cá moram, pois muitas vezes as pessoas andam tão atarefadas de um lado, para o outro, com os seus afazeres, com os seus problemas, que tudo o que não lhes diz respeito directamente, vai passando um pouco ao lado…e é isso que nós sentimos na nossa associação…infelizmente, por vezes, as pessoas só se lembram da associação quando surge algum problema. A Associação de Pais, só terá razão de existir e poderá funcionar na sua plenitude, se tiver associados, se representar efectivamente todos os pais e encarregados de educação dos nossos alunos, o que actualmente e infelizmente se verifica muito pouco, o que nos leva muitas vezes a questionar se valerá a pena continuar.
A nossa associação, tal como todas as outras, só será aquilo que os seus sócios quiserem que seja.
Se as associações presentes conseguirem que os seus membros estejam mais próximos, conseguiremos estar todos mais próximos e logo seremos com certeza mais fortes.
Sinta-se desde já convidado a juntar-se a nós. Torne-se sócio …pois a educação é uma responsabilidade de todos!
Se quiser saber mais sobre a Associação de Pais, visite a página do Agrupamento Escolar do Tramagal e o blog da Associação.

Muito obrigado e que o fórum atinja os objectivos pretendidos.
A Direcção

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sessão Temática - Educação e Juventude

O Programa da Sessão "Educação e Juventude". Estamos todos convidados a participar e debater.

Por favor, clique em cima da imagem para ampliar.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Educação e Juventude - Interrogações

Sessão Temática

Interrogações


No contexto da “Carta de Princípios” do “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses” o caminho para uma Comunidade Mais Forte e Mais Próxima, em matéria de Educação e Juventude, poderá ser encontrado e concretizado por Todos os Actores e Cidadãos.
Encontrar as respostas ou as soluções depende muitas vezes da inquietude das interrogações.
É esse um exercício que propomos, sabendo que muitas poderão não fazer sentido ou têm uma resposta fácil, o que será muito bom porque significa que não há caminho a percorrer.
Outras haverá que têm uma resposta difícil, o que poderá significar que temos um caminho conjunto para percorrer.
Outras poderão não ter resposta. Poderá ser sinal que estamos a ser pouco ousados ou que a resposta não está em Nós.
E outras haverá que não fomos capazes de formular, mas que juntos podemos descobrir.

  • É possível intensificar as relações entre as Escolas e o TSU ? De que forma ?
  • É possível proporcionar aos jovens a prática de uma modalidade individual, como o ténis, dadas as condições existentes no Tramagal ? De que forma ? Com que atribuições ?
  • É possível no âmbito do voluntariado jovem a constituição de Direcções Juvenis para as Associações que entenderem participar neste projecto ?
  • É possível intensificar as relações entre a actividade teatral na Escola e as actividades teatrais nas Associações ?
  • É possível a constituição de uma Escola de Música, que preste serviços às Escolas e Associações e desenvolva actividades formativas para jovens ? Solução Institucional para o projecto ? Como pode a Fundação CICO participar ?
  • Como pode estreitar-se o relacionamento entre a Escola e o Rancho Folclórico ? Que colaboração no campo etnográfico, por exemplo em trabalhos sobre o meio envolvente e hábitos de vida ? Que oportunidades para actividades evocativas da vida social de outrora e de actividades agrícolas ?
  • Como pode a Escola intensificar contributos sobre a História Local ? Como podem estes contributos ter visibilidade social ?
  • As actividades desportivas e culturais têm sido utilizadas como forma de incrementar a socialização de situações individuais problemáticas ? É possível ou desejável o seu incremento ?
  • Os equipamentos e espaços utilizados pelos jovens no Tramagal e Crucifixo apresentam lacunas ? Espaços de desporto informal ? Horários da Biblioteca ? Acesso à internet ?
  • A oferta desportiva enquadra modalidades individuais e colectivas ? Que oferta formativa disponível por género ?
  • Será possível estreitar as relações entre a Escola e a Autarquia Local ? Será possível organizar visitas estruturadas de jovens à Assembleia de Freguesia ? Será possível organizar um Parlamento Local Juvenil ?
  • Que actividades de lazer ? Que ocupações para os tempos livres?
  • Será possível estruturar actividades de Férias Desportivas e/ou Culturais envolvendo Associações ? Tem interesse para os jovens das famílias da Comunidade Ausente ?
  • Tem interesse instituir um Prémio Anual, ou com outra periodicidade, de fotografia ou de expressão escrita, sobre a freguesia de Tramagal, direccionado exclusivamente aos jovens ? Com uma classificação especial para os jovens de famílias da Comunidade Ausente ? Como podem ter visibilidade social estes trabalhos ?
  • È possível intensificar as actividades interculturais, de intercâmbio e de contactos internacionais ?

    As respostas a estas interrogações e a muitas outras que aqui não estão são o nosso desafio, o sentido do caminho a percorrer.
    A qualidade da nossa Comunidade será o que formos capazes da fazer pelos nossos Jovens, os Homens e Mulheres de Amanhã.
    O Encontro será no dia 16 de Maio, pelas 15 horas, na SAT.

    A COMISSÃO COORDENADORA

    Tramagal, 12 de Maio de 2009

Educação e Juventude

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sessão Temática - Educação e Juventude - Enquadramento

Sessão Temática

Enquadramento

No contexto da “Carta de Princípios” do “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses” procuramos as situações, relações ou iniciativas que possam proporcionar uma Comunidade Mais Forte e Mais Próxima, em matéria de Educação e Juventude.
Não é este o espaço, nem é nossa intenção, desenvolver grandes considerações teóricas ou conceptuais sobre os temas em referência.
Temos a convicção que está na Educação e na Escola, ou com estas, o sucesso das intervenções nos planos da Cultura e Desporto, orientadas para a Juventude.
Preferimos enumerar um conjunto de situações, desejando que todas estejam equacionadas, mas ainda assim, pensando que, talvez, possam ser melhoradas, tornadas mais eficazes ou mais eficientes.

  • Relações entre as Escolas e a actividade desportiva.
  • Relações entre as Escolas e as Associações Culturais. Teatro. Música. Folclore. História Local.
  • Enquadramento de situações problemáticas na actividade desportiva e cultural.
  • Espaços urbanos e equipamento de relacionamento para jovens.
  • Educação da Juventude para a Cidadania.
  • Participação Associativa dos Jovens.
  • Actividade Desportiva. Género. Modalidades.
  • Ocupações de Lazer e Tempos Livres.
  • Actividades de Férias.
  • Actividades de ligação às origens para os jovens das Comunidades da Diáspora.
  • Actividades interculturais, de intercâmbio e de contactos internacionais.

Muitas outras haverão que poderão ser objecto da nossa análise e atenção.
Convidamos à participação de todos os Actores envolvidos nestes temas, Escolas, Associações, Agrupamentos, os agentes directos, de fundamental importância como são os Professores e os destinatários, os nossos Jovens, os Homens e Mulheres de Amanhã, que farão a Sociedade do Futuro e todos os Cidadãos da Comunidade Tramagalense.
O Encontro será no dia 16 de Maio, pelas 15 horas, na SAT.

A COMISSÃO COORDENADORA

Tramagal, 4 de Maio de 2009